quarta-feira, 7 de abril de 2010

Primeira Guerra

Manha fria e calma, cilios pesados como chumbo sao erguidos de forma lenta fazendo do cerebro mais um trabalhador que se levanta com o raiar do sol .O cafe montado sobre a mesa da sala passa despercebido ao olhar frio e decidido como de quem vai a guerra pela vigesima vez .As horas passam como segundos e mesmo com toda a agitaçao da cidade ele nao consegue pensar em outra coisa senao a decisao que tomaras noite passada . Dirigir a palavra a ele era envao e tudo que ele queria era acabar com a agonia que nao so contagiava negativamente seu interior como aqueles que o circulavam, perguntas de todas as formas foram lançadas em tentativas desesperadas de saber o tal motivo que fez todo barulho transformar-se em silencio e magoa...foi inutil toda forma de ataque verbal, o muro a ser derrubado de fato era bastante resistente, tinha grande extensao e os pensamentos mais altos nao conseguiam nen a ponta dos pes enchergar o outro lado. Esse muro se construiu juntamente com seu caracter pessoal, mas fazendo valer o "ying yang" nada e tao positivo que nao tenha algo negativo.
A noite chagava e todo o silencio havia se corrompido, dando espaço a um grande jogo de palavras no qual só havia um jogador .O espelho de fato foi descoberto um otimo ouvinte e nao ligava para os erros de portugues falados nao por ele mais sim pelo descontrole que lhe tinha controlado .Depois de inumeros ensaios foi entao descarregar oque havia preenchido seu eu interior na tarefa que futuramente julgaria como de alto risco .
Agora estava la frente a um portao que a tempos nao lhe parecia tao assustador, sua cor era acinzentada como nuvem em dia chuvoso . Nesse momento pensou em virar de costas e abandonar oque tanto tinha planejado, mas o pensamento foi entao cortado por uma voz macia que era ao mesmo tempo dura e cortante fazendo sentir dores que nenhum caridiaco no final da vida poderia relatar. Um sorrizo seco mostrava que aquele dia seria dificil mas um convite foi feito pela que o recebia sem saber dos seus pensamentos obscuros . Ao entrar um conjunto de tecnologias que carregava em seu bolso vibrou, nao dando espaço para uma reaçao começou a tocar uma musica nada agradavel aos ouvidos de ambos.

- Nao vai atender nao ?
- Nao...
- Quem e ? - perguntava ela com ar de insatisfaçao
- Ninguem! vim aqui porque quero conversar contigo... - falava enquanto desligava oque poderia ligar os dois a uma discussao.

Sentados na varanda onde o vento poderia circular friamente fazendo o clima hostil piorar .Olhos vidrados esperando alguma coisa que fosse valer a pena para todo aquele teatro surpresa .Foi quando ele lembrou do seu descurso insaiado e o ignorou começando a expor palavras que nao eram esperadas por aquela boca que tempos atraz falava de um futuro conjugal .Essas machucaram e feriram certamente um coraçao que triste estava e nada fazia por motivos por si considerados .Estava aberta a guerra de palavras groças e duras que tinham intençao de causar destruiçao lançadas por todos os cantos .O olhar agora era de quem tinha raiva e tudo acabou mal .

- Voce ja disse oque queria agora va embora... - disse ela com os olhos encharcados
- ... - o silencio voltou a tomar conta dos seu corpo que se mantinha inerte
- Va ! Por favor. - o choro era descontrolado nesse momento

Entao ele foi e com ele levou todo o peso do feito que tinha cometido em seu dia nada plausivel .Ele havia voltado da guerra sim, mas isso nao lhe dava o direito nen razao para ser o vitorioso .A perca foi de todos os envolvidos assim como ocorre nos dias atuais . O final da historia parecia evidente e a evidencia era tragico . Morria por dentro e o choro foi seu fiel companheiro enquanto via a noite passar deitado na cama sem conseguir descansar seus pensamentos .A noite era longa mas nao maior que seu mal estar . Entao ele encerrou seu dia pior do que começara...

2 comentários:

  1. Simplesmente... Perfeito! Eu Te Amo Muito Vinicius Xavier!

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  2. aaah jah li esse livro ae , HSAUSHAUSHAUHSAU
    XAVIER O ESCRITOR =DD

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